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TPMS em manipuladora e pórtico: pneu caro

· 7 min de leitura

A economia é o argumento

Numa manipuladora de contentores o pneu é o consumível caro, e a pressão decide quanto dura. Um pneu a

trabalhar um bar abaixo aquece mais, desgasta-se antes e falha antes; e a máquina pára numa pilha, que é o

pior sítio para trocar uma roda.

É o argumento comercial, antes de qualquer argumento de segurança: **a pressão é a vida do pneu, e o pneu é

a maior rubrica do orçamento de manutenção.**

Manipuladora de alcance num terminal de contentores
Manipuladora de alcance num terminal de contentores

Porque a geometria é difícil

Manipuladora de alcance, vista lateral
Manipuladora de alcance, vista lateral

Estas máquinas são um chassis de aço com elevação num extremo e contrapeso no outro. As rodas vão sob o

chassis, a cabina é uma caixa de aço ao meio, e o recetor acaba habitualmente onde acaba o feixe: na cabina.

No nosso ensaio controlado numa manipuladora, essa escolha tem um custo medido:

Posição do recetorPerda média
Traseira7,03 %
Dentro da cabina10,80 %

3,77 pontos percentuais, mesma máquina, mesmo dia, mesmos sensores. A cabina é uma gaiola de aço e está

mais longe das rodas; a traseira está mais perto.

O que instalamos e onde

1. Recetor baixo na traseira, perto das rodas: não na cabina, não atrás do painel.

2. Repetidor à frente quando o chassis é suficientemente longo para as rodas dianteiras ficarem no extremo

afastado do caminho de rádio. No nosso ensaio, um repetidor à frente levou a média do recetor traseiro de

8,57 % para 7,03 %.

3. Sensores em todas as posições, incluindo o pneu interior quando há par geminado; um só sensor no

exterior informa apenas metade do que o eixo faz.

4. Mapa de rodas no processo da máquina, porque uma manipuladora que troca pneus a cada época perde o

mapeamento caso contrário.

Rodas e chassis de manipuladora
Rodas e chassis de manipuladora

Pórticos: o pneu define o portal

Num pórtico o contentor passa dentro do próprio chassis da máquina, por isso a altura do pneu define a luz

com que o operador conta ao atravessar uma pilha. Um pneu mole baixa um canto do portal, e a luz que o

desenho prometia já não está lá. O argumento de monitorizar não é "vida do pneu", é geometria.

Não basta ver a pressão no início do turno?

Porque a falha que dói é a que se desenvolve durante o turno: uma fuga lenta, um problema de válvula, uma roda

que levou um golpe na pilha. A verificação no início do turno é uma fotografia; a máquina trabalha oito horas

depois da fotografia.

O que não afirmamos

Não citamos uma percentagem de melhoria de vida do pneu por monitorizar: esse número depende do terminal, das

cargas e dos pneus, e não temos um estudo controlado. Publicamos a medição de rádio (7,03 % contra 10,80 %) e

as regras de instalação que dela decorrem.

Perguntas frequentes

Que posição do recetor recomendam numa manipuladora? A traseira, baixa e desobstruída, perto das rodas; a

posição em cabina mediu 3,77 pontos pior no nosso ensaio.

Precisamos de repetidor? Se o chassis é longo e as rodas dianteiras estão longe do recetor traseiro, um

repetidor à frente ajuda: de 8,57 % para 7,03 % na nossa medição.

Os pórticos precisam de outro sensor? Não: o mesmo sensor de 433,92 MHz e o mesmo recetor. O que muda é o

mapa de rodas e onde pode ir o recetor.

Quantas posições num pórtico? Oito ou dezasseis conforme a máquina, e é preciso medir pneu exterior e

interior se o eixo levar par geminado.

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